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Vamos falar sobre Etarismo?


Muitas vezes crescemos com medo da velhice. Quando somos jovens, costumamos associar idade à fraqueza, à lentidão ou a algo "fora de moda". Quantas vezes você já ouviu alguém dizer "nossa, você está velho(a) para isso"? Essa frase, que parece inofensiva, carrega um preconceito que machuca e exclui, e o nome disso é etarismo. Infelizmente, esse mal sempre existiu e continua presente em nossa sociedade, sendo mais evidente em culturas que valorizam excessivamente a juventude, enquanto em outras, como as do Japão, da China e da Coreia do Sul, o envelhecimento é visto como expressão de sabedoria e respeito.


No Brasil, onde a beleza física ainda é colocada em um pedestal, o peso do tempo pode se transformar em motivo de dor. Observo pessoas de 40 anos, idade em que a vida pode estar apenas começando em termos de maturidade, autoconhecimento e conquistas, se julgando "velhas demais". Isso mostra o quanto precisamos ressignificar o que significa envelhecer. Afinal, se existe um privilégio na vida, é o de poder envelhecer com saúde.


A verdade é que todos nós, sem exceção, vamos envelhecer, especialmente para aqueles que são abençoados com a oportunidade de não partir jovens. A expectativa de vida aumentou significativamente nas últimas décadas. No Brasil, segundo dados do IBGE, ela passou de cerca de 45 anos, na década de 1940, para mais de 76 anos atualmente. Naquela época, esse número era impactado pela alta mortalidade infantil, pela falta de saneamento básico e pelo acesso limitado à saúde. Hoje, vivemos mais do que viveram nossos avós e precisamos aprender a viver com dignidade, saúde e alegria cada fase da vida, porque cada uma nos traz aprendizados importantes.



O IMPACTO DO ETARISMO HOJE


As principais queixas ligadas ao etarismo incluem:


  • Mercado de trabalho: dificuldade de contratação e promoções para pessoas a partir dos 50 anos, como se a experiência fosse um peso em vez de um valor.


  • Mídia e representações sociais: mulheres após os 40 ainda têm menor presença em papéis principais em filmes e novelas, enquanto homens grisalhos da mesma idade costumam ser exaltados como charmosos e desejáveis.


  • Relações afetivas: uma mulher mais velha com um homem mais jovem ainda sofre preconceito, enquanto a situação inversa é socialmente aceita.


  • Ambiente social e familiar: piadas, comentários depreciativos e apelidos como "tiozão", "coroa", "velha" ou "ultrapassado(a)", muitas vezes tratados como brincadeira, reforçam estereótipos, desvalorizam a maturidade e, sim, ferem a autoestima.


  • Saúde mental: isolamento, solidão, baixa autoestima, ansiedade e até depressão são consequências reais do preconceito contra a idade.



UM NOVO OLHAR: Envelhecer com Consciência e Presença


O que precisamos compreender é que a juventude não é a única forma de beleza e que cada idade traz consigo uma energia própria: a força dos 20, a ousadia dos 30, a maturidade dos 40, a sabedoria dos 50, a serenidade dos 60 e assim por diante.


Envelhecer não precisa significar abrir mão de cuidar da aparência ou do desejo de se sentir bem consigo; o mais importante é não viver esse processo com vergonha, como se a passagem do tempo diminuísse o nosso valor. O ideal é buscar o equilíbrio, estando na melhor versão possível dentro da idade que temos, com saúde, e isso é libertador, é amor-próprio.


Envelhecer não significa parar, nem significa adoecer. Podemos aprender a cuidar melhor de nós mesmos, recomeçar, namorar, viajar, estudar, empreender e até mudar de profissão em qualquer fase da vida. O limite não está na idade, e sim na forma como pensamos e na maneira como escolhemos viver. Muitas pessoas temem o envelhecimento e se angustiam com o futuro, antecipando perdas físicas e mentais; no entanto, envelhecemos de fato quando perdemos o entusiasmo pela vida, quando deixamos de sonhar e paramos de buscar novos relacionamentos, conhecimentos e aprendizados. Uma mente aberta a ideias e descobertas mantém as "janelas da alma" abertas para a luz e a inspiração, e é essa disposição interior que preserva a juventude e sustenta a vitalidade. Cultivar o hábito de aprender algo novo todos os dias ajuda a manter a mente ativa e jovem, assim como permanecer aberto a novas ideias e perspectivas; ao expandir nosso saber e nossos interesses pela vida, percebemos que somos capazes de conquistar o que desejamos em qualquer idade.



SUGESTÕES PRÁTICAS E TERAPÊUTICAS PARA

COMBATER O ETARISMO E ELEVAR A AUTOESTIMA


Saúde física: manter hábitos que sustentem o corpo com força vital, como boa alimentação, exercícios adequados à fase da vida, sono de qualidade e check-ups regulares. Sempre que possível, opte por abordagens e recursos naturais no cuidado com a saúde. O corpo é nosso templo e merece cuidado.


Mente jovem: a ciência já comprovou que o cérebro pode aprender continuamente devido à sua capacidade de neuroplasticidade. Estimule-se com leitura, música, arte, cursos, idiomas e tecnologia. Aprender algo novo em qualquer idade é um excelente modo de manter a mente e o espírito jovem.


Autocuidado: cuide da pele, do cabelo e da postura, além de cuidar da alma. Terapias integrativas, meditação, reiki, respiração consciente e contato com a natureza sustentam o equilíbrio e a vitalidade em todos os níveis.


Autoamor: compreenda as marcas do tempo como sinais de vida vivida. Rugas podem ser vistas como registros de sorrisos, choros e histórias. Olhar para si com amor, autorrespeito e autoaceitação é um desafio diário.


• Relações saudáveis: faça escolhas mais conscientes sobre os ambientes que frequenta, evitando aqueles que reforçam padrões tóxicos de beleza e juventude eterna, que são padrões inalcançáveis. E, principalmente, evite ambientes densos e relações que drenam sua energia positiva e impactam diretamente o seu bem-estar e a sua saúde; cerque-se de pessoas que reconhecem o seu valor e que deem valor à maturidade e à sua humanidade.


Propósito de vida: encontre significado no que você faz, seja no trabalho, nas relações, no voluntariado ou em um hobby. O sentido da vida e a forma como você pode contribuir com quem está à sua volta são grandes antídotos contra o peso do tempo.



PARA REFLETIR


O etarismo gera exclusão, ele afasta pessoas de oportunidades, de relações saudáveis e até delas mesmas. Ainda assim, podemos escolher outro caminho, podemos valorizar quem chegou antes, acolher quem vem depois e aprender a olhar para o envelhecer com mais amor e respeito.

Envelhecer é um processo natural e não um inimigo a ser combatido, o tempo que experienciamos é um mestre a ser honrado. Quanto mais cedo entendermos isso, mais leve será a caminhada. Que possamos transformar a forma como olhamos para o tempo, para que o futuro seja um lugar de respeito, inclusão, vitalidade e amor em todas as idades.



SEXUALIDADE, PRAZER E VIDA SOCIAL NA MATURIDADE


Um ponto que precisamos celebrar é que pessoas mais velhas também têm desejos, vontades e direito ao prazer. A sexualidade não desaparece com a idade; ela se transforma, se aprofunda e pode ser vivida com mais consciência e liberdade. Sentir desejo, se apaixonar, namorar ou simplesmente curtir a intimidade com alguém é saudável e faz parte da vida de qualquer pessoa, independentemente da idade.


Além disso, a vida social não tem prazo de validade. Sair com amigos, dançar, viajar, participar de eventos culturais ou se engajar em hobbies é essencial para manter o corpo ativo, a mente estimulada e a alma feliz. Estereótipos que tentam nos convencer de que "idade é sinônimo de tédio" são falsos e prejudiciais.


Viver com intensidade, prazer e alegria em qualquer fase da vida fortalece a autoestima, reduz a solidão e ajuda a enfrentar os preconceitos da sociedade com mais leveza. Isso nos ensina que o envelhecimento pode ser uma fase de liberdade, de autoconhecimento, de fortalecimento mental e emocional e de celebração da vida.


Intenciono que você aprenda a lidar com a passagem do tempo com mais leveza, vivendo cada dia com presença, sem pressa de chegar ao futuro, em paz com quem você é hoje e com o momento que está vivenciando. Seja você mesmo, sem comparações: qual é a sua melhor versão? Agora, se estiver insatisfeito com algum aspecto, seja no nível físico, emocional, mental ou espiritual, você sempre pode buscar mudanças. Que este texto lhe inspire a buscar caminhos possíveis e a se lembrar de que existem novas alternativas a serem escolhidas. Vá buscar!


Com amor,


Sensei Aline Keny



Fonte consultada:


IBGE. Tábua completa de mortalidade para o Brasil - 2023:

Breve análise da evolução da mortalidade no Brasil.

Rio de Janeiro: IBGE, 2024.

Disponível em:

Acesso em: 09.04.2026

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